Quarta-feira, Setembro 02, 2009

Item number 1: a cafeteira.


Os dias ensolarados tem me trazido ótimos ventos também, (em especial o vento nordeste, que entra pela minha janela nas manhãs e declinam também tudo lá pelas 16h, tombando livros e bagunçando a rota de vôo dos pardais – um quase trombou na parede aqui fora antes do livro do Mandela cair sobre a carranca e a carranca sobre a Smart Kids Cam e...). Bem, quando as aspas tomam espaço a mais é caso de rever a importância dos apartes.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

a carta de aceite - do Gmail!

Em 2004 o gmail era uma iguaria. Olha aqui a "carta de aceite" do serviço.

Sábado, Agosto 29, 2009

The Beatles Rock Band



O vídeo de abertura da versão para videogame das músicas dos Beatles caiu na rede há pelo menos três meses e é impressionante como o maior lançamento musical do ano é, na realidade, um videogame. A direção do "opening vídeo" é de Pete Candeland, da Passion Pictures, a mesma que dirigiu os vídeos do Gorillaz, segundo o site especializado Digital DJ. O lançamento oficial do jogo é dia 09/09/09. Corruptela de 666, né?

Beatles RockBand PassionPictures Cinematic Intro from DarkDiamond.net on Vimeo.



Já o terceiro trailer traz trechos de "Hard Days Night", "Drive My Car", "Lucy in the Sky with Diamonds", "Dear Prudence", "Come Together" e "Don't Let me Down" entre outras músicas que ganharam cenários digitais impressionantes. Mas eu queria mesmo é ouvir dos descontentes.

Jazzices

O clube de jazz em Manhattan é considerado por Dan Ratcliff ainda hoje como um dos melhores do bairro. É o que ele diz em entrevista ao reticente Lucas Mendes no programa Milênio, da Globo News. Na mesma entrevista ele destaca o trabalho de Moacir Santos. Aqui vai um vídeo sobre Bill Evans no Village Vanguart:

Bill Evans at the Village Vanguard from Concord Music Group on Vimeo.



E o da entrevista:

Terça-feira, Agosto 25, 2009

+ Northern Soul

Trecho do documentário de Harley Morrey sobre Northern Soul.

Life on a Northern Soul Train: Trailer from Hayley Morrey on Vimeo.

Peter Greenaway

A reconstrução da "Última Ceia", de Leonardo da Vinci, por Peter Greenaway.

Peter Greenaway "La ultima cena" from factum-arte on Vimeo.

Quinta-feira, Agosto 06, 2009

Neil Young: Don't be denied

Ben Whalley conseguiu realizar um dos sonhos de sua vida ao realizar o documentário Neil Young: Don't be denied. Aqui, neste site da BBC, Thom Yorke, entre outros participantes do documentário, faz uma declaração de seu encontro como Young. Tão fascinante quanto imaginar esse evento, é perceber que os ídolos também são fãs. Cheesy as that!

Soul Train

Um dos mais longevos programas da TV mundial, o Soul Train, programa
criado por Don Cornellius em 1971, serviu para aproximar a cultura
negra da audiência branca e como uma vitrine para as novas danças,
figurino e música negra norte-americana. O programa ganhou um canal no
Youtube no final de abril e coleções com episódios estão sendo
lançadas em DVD.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Jean Charles (2009) Trailer Oficial Novo

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Jean Charles II

É demorou para que eu escrevesse sobre "Jean Charles". Não foi falta de tempo. Assisti ao filme no dia 16, na pre-estreia do Iguatemi. De fato, a história de Jean Charles de Menezes é uma tragédia sem precedentes. O nome "De Menezes", de origem portuguesa, e de difícil pronúncia para os ingleses, foi repetido à exaustão no noticiário mundial e na impressa britânica nos anos que sucederam ao assassinato do eletrecista e faz tudo brasileiro que morava em Londres e foi "confundido" com um terrorista.

A partir daí eu passei a companhar quase que diuturnamente o caso. Li todo o tipo de reportagem, declarações da polícia e fiquei igualmente consternado com as promoções, afirmações falsas e toda a sujeira que uma instituição como a polícia inglesa utilizou para conseguir se safar desse assassinato.

Em jogo, não estava somente a o prestígio da polícia (não raramente acusada de racista), mas sim os salários, aposentadorias e todo o tipo de benefícios aos seus funcionários. Sim, porque ao contrário do que acontece nas polícias brasileiras, profissão cujo sacrifício envolvido espera-se assemelhar ao sacerdócio, no Reino Unido, ser policial é um emprego qualquer, com salário decente e uma vida praticamente normal e não simplesmente o último refúgio para um emprego e a porta de entrada para um salário miserável - mas funcional, como é no Brasil.

"Jean Charles", com direção do Henrique Goldman, é um filme com altos e baixos. Os altos são óbvios, mas nem por isso pouco louváveis. A atuação de Selton Mello é muito boa, A de Luís Mello, no papel do primo, ainda melhor. A história é triste e já está vendida. É uma saga triste de um brasileiro fora de seu país, do "non-belonging" físico e emocional, de uma transferência geográfica dos problemas nacionais para terras estrangeiras.

No entanto, a participação curiosa de não-atores nos papéis deles mesmos, como personagens íntimos de Jean Charles, provoca um anti-climax perigoso, que pode forçar os mais sensíveis a sair da sala. Em uma das cenas a dublagem é horrorosa (parece que foi feita uma dublagem com uma atriz real sobre a fala de uma atriz amadora na primeira aparição da cabeleireira dos passaportes).

No final, a sensação é de uma perturbadora emoção predatória, gerada por um tardio funeral de Jean Charles. Ao sair do cinema, fica tudo misturado. A má-performance dos não-atores, a revolta com a polícia (inglesa ou brasileira, tanto faz, porque o que se critica aqui é a falta de poder do cidadão comum diante do poder policial. No Brasil, protegida pela corrupção; no Reino Unido, pelo corporativismo) e, o luto da morte do boa-praça criado por Selton Mello.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Michael

Nessa entrevista dada à Ebony, em 1982, Michael Jackson afirma:

"Eu tenho medo das pessoas. Eu cresci no palco. É de lá que eu sou."

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Intermitências da Mídia

A genial Susan Sontag, autora de dois livros que não saem de minha mesa, é uma das intelectuais norte-americanas mais brilhantes do século XX (o que vale também para esse século, mas depois falo mais sobre isso.

A leitura de "A Doença como Metáfora" pode ajudar muito no entendimento de fenômenos midiáticos como reality shows e suas vítimas como Susan Boyle ou sua versão brasileira, pelo menos em termos de aparente colapso mental, Theo Becker, de "A Fazenda".

(...) A romantização da demência reflete da maneira mais veemente o prestígio contemporâneo do comportamento irracional ou bárbaro dessa verdadeira impetuosisade cuja repressão se acreditou outrora ser causadora da tuberculose e agora é considerada como causadora de câncer.(...)".

A tese de Sontag baseia-se na utilização de doenças como câncer e metáfora como significados para outras instâncias, perpetuando preconceitos em relação às doenças e colaborando para a instauração do caráter mítico sobre a origem, tratamento e cura.

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Jean Charles: Regras

No dia 17, dia seguinte à pré-estreia de "Jean Charles" no Iguatemi em São Paulo (no entanto tecnicamente no mesmo dia devido à diferença de fuso horário), o site do The Guardian noticiava que Tony Blair sabia das brechas na legislação que permitiam aos soldados britânicos questionarem prisioneiros que por ventura tivessem sido torturados por oficiais de outros países. Uma maneira tortuosa de atentar contra os direitos humanos.

Tanto quanto o Senado brasileiro, tanto quanto qualquer outra instituição do planeta, me leva a crer, a polícia britânica é cercada de regras e regulamentações que permitem, desvios. As leis são construídas de maneira a se não enganar o cidadão comum, confundi-los com falsas certezas, coroboradas pela multiplicação de artigos segretos e adendos.

Quando esses meandros legais se concretizam, como nessa filmagem do IPCC (orgão similar a uma corregedoria da polícia de Kingsnorth, na Inglaterra) e são levadas a público é que finalmente as letras pequenas se fazem legíveis.

[Em entrevista à Adriana Küchler, repórter da coluna Mônica Bérgamo, Goldman usou como comparativo para a tamanha comoção do caso da morte do brasileiro a absurda soma de 2503 mortes de suspeitos pela Polícia Militar em 2005, mesmo ano da morte de Jean Charles.]

Pelo menos desta vez, não houve até agora nenhuma declaração como a de Ian Blair, então chefe da polícia britânica, ao afirmar o vínculo do brasileiro com o terrorismo na época, ou de Lula, ao afirmar que José Sarney não é uma pessoa normal.